terça-feira, 22 de abril de 2014

Programa Cidade Sustentável inaugural exibido dia 13-03-2014

Estamos aproveitando e postando a sequencia de Programa Cidade Sustentável que vai ao ar todas as quintas feiras as 15.30 pela Jovem TV canal 8 cabo frio e canal 9 Jardim esperança, e também pode ser assistido para todo Brasil pelo pela internet no link www.jovemtv.com.br.



Programa inaugural com a presença do professor Chicão, doutor em História, O Mercadólogo Álex Garcia e o Designer Gráfico Marcos Chaves




PROGRAMA EXIBIDO NO DIA 13-03-2014

PROGRAMA CIDADE SUSTENTÁVEL PARTE I



PROGRAM CIDADE SUSTENTÁVEL PARTE II



quinta-feira, 11 de julho de 2013

CIDADE EUROPEIA QUE TRANSFORMA LIXO EM ENERGIA LIDA COM FALTA DE MATÉRIA PRIMA



A cidade de Oslo, Noruega, importa lixo. Ele é trazido da Inglaterra e da Irlanda, mas também da Suécia e de outros países da região. A cidade chega a ter planos para importar lixo do mercado americano.

“Eu gostaria de importar lixo dos Estados Unidos”, disse Pal Mikkelsen, em seu escritório em uma grande fábrica na periferia da cidade que transforma lixo em aquecimento e eletricidade. “O transporte marítimo é mais barato.”

Oslo, uma cidade que aposta na reciclagem, onde cerca de metade da cidade e a maioria de suas escolas são aquecidas através da queima de lixo – lixo doméstico, resíduos industriais, até mesmo resíduos tóxicos e perigosos provenientes de hospitais e apreendimentos de drogas – tem um problema: ela está, literalmente, com falta de lixo para queimar.

O problema não é exclusivo de Oslo, uma cidade de 1,4 milhões de habitantes. Em todo o norte da Europa, onde a prática de queimar lixo para gerar calor e eletricidade aumentou drasticamente nas últimas décadas, a demanda por lixo é muito superior à oferta. “O norte da Europa tem uma enorme capacidade de geração”, disse Mikkelsen, 50, um engenheiro mecânico no ano passado foi o diretor da agência responsável por transformar lixo em energia.

No entanto, a população exigente do norte da Europa produz apenas cerca de 150 milhões de toneladas de resíduos por ano, disse ele, muito pouco para abastecer e incinerar plantas que possam lidar com mais de 700 milhões de toneladas. “E os suecos continuam construindo” mais plantas, disse ele, com uma expressão de desespero no rosto, “assim como a Áustria e a Alemanha.”

A maioria das pessoas aprova a ideia. “Sim, absolutamente”, disse Terje Worren, 36, um consultor de software, que admitiu gerar aquecimento para sua própria casa com combustível e aquecer sua água com eletricidade. “É uma ótima maneira de reutilizar o lixo.”

Para alguns, pode parecer bizarro que Oslo iria recorrer à importação de lixo para produzir energia. A Noruega está classificada entre os 10 maiores exportadores mundiais de petróleo e gás, e tem abundantes reservas de carvão e uma rede de mais de 1,100 usinas hidrelétricas em suas montanhas ricas em água. No entanto, disse Mikkelsen, a queima de lixo foi “uma estratégia de utilizar energia renovável, para reduzir o uso de combustíveis fósseis.”

É claro que outras regiões da Europa estão produzindo grandes quantidades de lixo, incluindo o sul da Itália, onde cidades como Nápoles contratou cidades na Alemanha e na Holanda para aceitarem seu lixo, ajudando a neutralizar a crise do lixo napolitano. Apesar de Oslo ter considerado aceitar o lixo italiano, preferiu ficar com o que disse ser o lixo inglês, limpo e seguro. “É uma questão sensível”, disse Mikkelsen.

Ainda assim, nem todo mundo se sente confortável com a proposta de acumular lixo. “De um ponto de vista ambiental, é um problema enorme”, disse Lars Haltbrekken, o presidente do mais antigo grupo ambientalista da Noruega, uma afiliada da Amigos da Terra. “Existe uma pressão para produzir mais e mais lixo, porém só enquanto exista essa demanda.”

Em uma hierarquia de objetivos ambientais, Haltbrekken disse que produzir menos lixo deveria ficar em primeiro lugar, enquanto gerar energia a partir do lixo deveria ficar em último lugar . “O problema é que nossa menor prioridade entra em com nosso principal objetivo “, disse ele.

“Então, agora nós importamos lixo de Buenos Aires e outros lugares, e também conversamos a respeito da possibilidade de importar lixo de Nápoles”, acrescentou. “Nós dissemos, ‘OK, pelo menos nós estamos ajudando os napolitanos, ‘ mas isso não é uma estratégia de longo prazo.”

De acordo com urbanistas, talvez não, mas por enquanto é uma necessidade. “A reciclagem e recuperação de energia têm que andar de mãos dadas”, disse Rooth Olbergsveen, da agência de recuperação de resíduos da cidade. Reciclagem tem feito progressos, disse ela, e a separação de lixo orgânico, como restos de alimentos, está permitindo que Oslo produza biogás, que está agora alimentando alguns ônibus no centro de Oslo.

Haltbrekken reconheceu que ele não se beneficia da energia gerada pelo lixo. Sua casa, perto do centro da cidade, construída por volta de 1890, é aquecida pela queima de pedaços de madeira, e sua água é aquecida eletricamente. Em geral, segundo ele, a Amigos da Terra, apoia as metas ambientais da cidade.

No entanto, ele acrescentou: “A curto prazo, é claro, é melhor queimar o lixo em Oslo do que deixá-lo em Leeds e Bristol.” Mas, “a longo prazo”, disse ele, “não”.

(Fonte: Portal iG)

terça-feira, 7 de maio de 2013

FIM DOS LIXÕES VIRA UM SONHO DISTANTE


lixão




Fim dos lixões vira um sonho distante – Prefeitos assumem incapacidade para 
acabar com depósitos a céu aberto até 2014, como manda a lei, e pedem mais prazo

“Meu pai e minha mãe me criaram com isso daqui, eu tirei o sustento dos meus filhos daqui, e, hoje, o do meu neto também. Se isso acabar, como é que nós vamos ficar?”, indaga Cosme de Assis, catador do Lixão da Estrutural, aqui no Distrito Federal, sobre a desativação do lugar. Cosme está incrédulo quanto às promessas de readequação dos catadores após o fim dos lixões, exigido pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), aprovada em 2010. O prazo para que todos os lixões a céu aberto do país sejam desativados vai até 2 de agosto do ano que vem. Mas, se depender de muitos prefeitos brasileiros, catadores como Cosme vão continuar vivendo no lixo por mais tempo. Matéria de Étore Medeiros e Marianna Rios, no Correio Braziliense, socializada pelo ClippingMP.

O temor dos prefeitos tem procedência. O Ministérios Público poderá processar os prefeitos por improbidade administrativa, caso não desativem os lixões. Se isso ocorrer, todos poderão ficar inelegíveis. “Temos prefeituras no Acre, como a de Porto Walter ou de Santa Rosa do Purus, em que o prefeito não tem sequer um servidor de nível superior. Então, cada caso vai depender da postura e da sensibilidade do promotor e do gestor municipal”, diz a procuragora-geral do Acre, Patrícia de Amorim Rêgo.

Relator da lei que instituiu a PNRS, o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) critica a proposta dos prefeitos. “A legislação tem que premiar posturas e punir quem não segue uma regra. Sou terminantemente contrário a qualquer dilatação do prazo”, afirma.

Novos prazos

O MMA estima que apenas 20% dos 5.565 municípios brasileiros concluíram os projetos ou solicitaram verbas para sua elaboração até 2 de agosto de 2012, quando expirou o prazo legal para esta etapa do processo.

O gerente de Projetos da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, Saburo Takahashi, revela que o órgão vai soltar, em breve, uma nova chamada para os municípios que perderam o primeiro prazo. “Para atender os 80% que restam, temos de tomar pé da situação e verificar como poderemos apoiar esses municípios que ainda não têm planos.”

Em Igaci, a 150 Km de Alagoas, o prefeito Oliveiro Pianco (PMDB) nem bem foi empossado e já recebeu uma intimação do Ministério Público para acabar com o lixão da cidade, de 25 mil habitantes, sob pena de pagar do próprio bolso multa de R$ 1 mil por dia. “Disseram que não podiam dar um prazo maior, pois tinham dado à gestão anterior”, reclama. A solução foi mandar os resíduos para o lixão da vizinha Palmeira dos Índios, a 15 km de distância. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontam que ainda há 2,9 mil lixões para serem erradicados em todo o Brasil, distribuídos em 2.810 municípios. A maioria, de pequeno porte, como Igaci, que, para se adequar à PNRS, se consorciou com Palmeira dos Índios e mais 11 municípíos do agreste alagoano para construir dois aterros sanitários de uso comum.

Para Maria Vitória Ferrari, pesquisadora em gestão e tecnologia de resíduos da Universidade de Brasília, “a questão é cultural, é a forma que convivemos com o lixo. Se os municípios tiverem mecanismos, as pessoas estão dispostas a fazer as coisas certas. Mas é preciso campanhas longas e contínuas de educação”, conclui a pesquisadora, ressaltando o papel individual no cuidado com os resíduos, mesmo após a implementação da PNRS.

Municípios                   Municípios com lixões

Brasil                    5.565          2.810    (50,5%)
Nordeste               1.794          1.598    (89,1%)
Norte                       449             380    (84,6%)
Centro-Oeste           466             339    (72,7%)
Sudeste                 1.668             311    (18,4%)
Sul                         1.188            182    (15,3%)
Fonte: Ipea


Aterro do DF sub judice

Enquanto a Novacap licita as obras de infraestrutura para o futuro Aterro Sanitário de Samambaia, o certame para contratar os serviços de impermeabilização do local e a empresa que vai operar o depósito foi suspenso em fevereiro pelo Tribunal de Contas do DF. “Já respondemos aos questionamentos, mas o tribunal não se manifestou. Estamos de mãos atadas, infelizmente, em função dessa paralisação. O fim do Lixão da Estrutural depende da entrada em operação do aterro de Samambaia”, lamenta o diretor da assessoria de Planejamento e Projetos Especiais da Secretaria de Limpeza Urbana (SLU), Edmundo Gadelha. Ele estima em seis meses o tempo necessário para que o aterro sanitário entre em operação, após a liberação judicial.

“A legislação tem que premiar posturas e punir quem não segue uma regra. Sou terminantemente contrário a qualquer dilatação do prazo”

Arnaldo Jardim (PPS-SP), deputado federal e relator da Política Nacional de Resíduos Sólidos

O que diz a lei

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) passou duas décadas em tramitação no Congresso até virar lei em 2010. Um dos principais objetivos é fazer com que o Brasil atinja o índice de reciclagem de resíduos de 20% até 2015, que é uma das metas do Plano Nacional sobre Mudança do Clima. A política do lixo tem horizonte de 20 anos e será atualizada a cada quatro anos. Uma das principais novidades da PNRS é a logística reversa, que determina a responsabilidade compartilhada entre fabricantes, fornecedores, comerciantes e consumidores de produtos para garantir que os resíduos sejam descartados de forma ambientalmente correta. A lei também institui programas de coleta seletiva, educação ambiental e inclusão dos catadores de material reciclável em todos os municípios. Também exige padrões sustentáveis de produção e de consumo, e reciclagem de resíduos. O ponto mais polêmico é, sem dúvidas, a exigência para que estados e municípios desativem todos os lixões e instalem aterros sanitários até 2 de agosto de 2014. A lei admite que os municípios formem consórcios para a gestão dos resíduos sólidos. Segundo o texto, o prefeito que não cumprir o prazo pode ser processado por improbidade administrativa. As cidades tiveram dois anos para se adequar à política nacional, mas a maioria sequer elaborou o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, que é a primeira etapa do processo.

FONTE EcoDebate, 06/05/2013




quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

FELIZ ANIVERSÁRIO LETÍCIA

  

Letícia

Aproveito essa data para te desejar hoje e sempre que possa você ter muitos anos de vida, abençoados e felizes, e que estes dias futuros sejam todos de harmonia, paz e desejos realizados.

lembra dessa noite?

Você é linda


 
Que jantar foi esse?

 Executiva

Quase apanhei por essa foto? 

Você internacional

Após a turbulência


Meu amor;

Parabéns e muitas felicidades a você, que com esse seu jeitinho me faz uma pessoa muito feliz. Que seu coração, esteja sempre em festa, porque você é um ser de luz e especial para mim.

Uma pequena homenagem a mulher da minha vida

 Te amo!!!


 Charles








sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Doha é o segundo período de Kyoto

COP 18  foi a 18ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro  das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que aconteceu esse ano, no Catar na cidade de Doha.


Após duas semanas de discussão, representantes de 193 países que integram a Convenção sobre Mudanças Climáticas, aprovaram no dia 08 de dezembro, um pacote de medidas políticas que cria um segundo período para o Protocolo de Kyoto.

Após terminar o prazo limite, no dia 07 de dezembro e adentrar pela madrugada do dia 08 do mesmo mês,  as negociações sobre as alterações climáticas, durante a COP 18, terminaram com um acordo fechado as pressas entre os países participantes para combater o aquecimento global até 2020.



Quem faz parte do novo acordo?

Do novo acordo, fazem parte 36 países: Austrália, Noruega, Suíça, Ucrânia e todos os integrantes da União Europeia.  O novo protocolo  vai de janeiro de 2013 a dezembro de 2020. As metas de redução de emissão de gases de efeito estufa do conjunto de países significa uma redução de 18% de emissões de países desenvolvidos em relação as taxas de 1990, fica a duvida se com essas medidas conseguiremos manter os níveis de aquecimento global abaixo dos 2°C em relação a níveis Pré-Revolução Industrial, como está registrado no Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas(IPCC), lembrando que países que contribuem significativamente para as emissões dos GEE's ficaram de fora do segundo período, são eles Estados Unidos, Canadá, Japão, Rússia e Nova Zelândia.

A meu ver assim como o protocolo de Kioto quando da Eco 92 só ganhou força com a entrada da Russia, o  KP2(continuação do protocolo de Kioto), ficou esvaziado com a ausência desses países,  dessa forma se tornando uma ferramenta enfraquecida.



Mapa mostra a evolução do aquecimento global entre os anos de 1955 a 2011
Fonte: Public Perception of Climate Change and the New Climate Dice

 E tem gente que diz que aquecimento global e lenda!!!!!!


Posição do Brasil


O Brasil, a exemplo dos demais países em desenvolvimento, não participa do Protocolo de Kyoto de forma obrigatória, mas de forma voluntária, por meio do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), que gera projetos de créditos de carbono. Na COP-18, o país defendeu a prorrogação do atual tratado vigente.

É importante frisar que países como Brasil, Índia, África do Sul, México, Indonésia e alguns outros não tiveram meta obrigatória de redução de emissões no primeiro período de Kioto, e não terão no segundo. 

Ainda com relação ao Brasil a tendência é a participação em um novo acordo mundial sobre o tema, que comprometeria todos os países (desenvolvidos ou não) a partir de 2020, quando vai expirar o Protocolo de Kyoto. Porem o governo brasileiro se comprometeu voluntariamente a a  de reduzir suas emissões entre 36,1% e 38,9%, em relação ao que emitia em 1990, conforme anunciou na COP-15, em 2009, na Dinamarca.




Posição Norte americana


Quando os Norte Americanos falam sobre esse acordo (quando ele realmente for global), eles estão falando principalmente para a China e Índia, e com menos intensidade para os demais emergentes como o Brasil. Eles não acham correto que os países ricos tenham que reduzir, enquanto os emergentes continuam sem metas, e acreditam que seria uma grande desvantagem econômica em relação à China.

Consumir, Consumir, Consumir e Consumir!!!!

A China, por sua vez, alega que tem investido em energia renovável e que sua emissão per capta é muito menor que a de americanos e europeus, e de outros emergentes como o próprio Brasil.

Produzir, Produzir, Produzir e Produzir!!!!!


Seria interessante que China e Índia informassem para o mundo quais os reais investimentos que estão sendo feitos, visando a redução das emissões dos GEE'S,  pois ainda me parece um pouco prematura a afirmação principalmente do governo Chines haja vista os números demostrarem totalmente o contrário.

Com relação aos Norte Americanos ajudaria muito ao mundo, que eles deixassem claro as suas reais intenções, pois não resta duvida da sua elevadíssima colaboração para o aquecimento global, principalmente através de suas fontes moveis.

Quanto a  Russia, já faz parte da tradição não assumir de imediato o protocolo, porem não acredito que o governo russo fique de fora do KP2.

Seria mais uma vez o bom e velho governo Russo aguardando a oportunidade para barganhar algo em troca de sua entrada? Aguardemos.

Ja o Brasil defende a todo custo o KP2

Charles Domingues

terça-feira, 27 de novembro de 2012

DO BLOG DO ALAIR CORRÊA-ESGOTO A CÉU ABERTO A 200 METROS DA PRAIA DO FORTE


DEU NO BLOG DO ALAIR CORRÊA



Aproveito para  fazer um ligeiro comentário:



A administração de Cabo Frio vem dando um verdadeiro, exemplo do que não se deve fazer quando o assunto é saneamento básico, tamanho é o abandono que se   horas é o tal esgoto a tempo seco, hora são as valas negras que encontramos e aqui já publicamos.

Apenas como orientação para quem dirige a “pasta”, a Lei Nº 11.445, de 5 de Janeiro de 2007, em seu Art. 1o  Esta Lei estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico e para a política federal de saneamento básico.

Como definição, Saneamento básico é um conjunto de procedimentos adotados que visa proporcionar uma situação higiênica saudável para os habitantes, sendo assim o problema é sério, pois se voltarmos nosso raciocínio para a condição em que se encontra a higiene em nosso município, podemos entender que muita coisa precisa mudar, pois muito do que se prometeu  pouco se cumpriu, ou melhor, quase nada se cumpriu. Uma delas é o tratamento de esgoto,  como vemos na matéria postada no Blog do Prefeito Alair Corrêa, esse é mais exemplo de descaso com o saneamento básico da população, quando adentramos por bairros e até por que não dizer pelo segundo distrito a coisa é pavorosa, pois falta saneamento básico como um todo, como já postamos aqui nesse Blog por diversas vezes.

Saneamento Básico é uma obrigação do Município, pois se trata de saúde publica, depois eles não sabem por que os "postos" de saúde estão sempre abarrotados de pessoas. 

Saneamento básico significa melhoria na qualidade de vida das pessoas, uma necessidade da população uma obrigação do poder público.

Charles Domingues
Químico/Gestor Ambiental

terça-feira, 20 de novembro de 2012

BELO MONTE É REALMENTE SUSTENTÁVEL?

A Usina de belo Monte hoje junto ao código florestal e uma das maiores polemicas existentes, seja por critérios técnicos, seja por critérios de preservação ambiental. Trago a esse Blog, um pouco de esclarecimento sobre esse assunto que avança a cada dia e muito pouco vai sendo informando a população.

Ideia de dimensões da Hidroelétrica tendo como referencia o mapa do Brasil

Vou aqui tentar estabelecer após estudos, alguns prós e contras com relação a instalação da Usina Belo Monte.
A usina deve fornecer eletricidade para 60 milhões de pessoas quando entrar em operação. Por outro lado, está sendo instalada dentro Floresta Amazônica é uma atopia acreditarmos que não existirão  problemas ambientais relevantes. Hoje é a terceira maior usina do planeta.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estas são as dez maiores usinas  hidrelétricas do mundo, em capacidade de produção de eletricidade.

1º. Três Gargantas (China): 18.200 megawatts (MW)
2º. Itaipu (Brasil/Paraguai): 14.000 MW
3º. Belo Monte (Brasil): 11.233 MW [Em construção]
4º. Guri (Venezuela): 10.000 MW
5º. Tucuruí I e II (Brasil): 8.370MW
6º. Grand Coulee (EUA): 6.494 MW
7º. Sayano-Shushenskaya (Rússia): 6.400 MW
8º. Krasnoyarsk (Rússia): 6.000 MW
9º. Churchill Falls (Canadá): 5.428 MW
10º. La Grande 2 (Canadá): 5.328 MW



ALGUMAS HIDROELÉTRICAS NO MUNDO


Três Gargantas


Itaipu

Perspectiva divulgada pela Norte Energia de como ficará a Casa de Força principal da usina de Belo Monte (Foto: Divulgação/Norte Energia)

Ilustração divulgada pela Norte Energia de como ficará a Casa de Força principal da usina de Belo Monte quando a obra estiver pronta. (Foto: Divulgação/Norte Energia)


Guri


Tucuruí I e II


A HIDROELÉTRICA DE BELO MONTE

A hidrelétrica ocupará parte da área de cinco municípios: Altamira, Anapu, Brasil Novo, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu. Altamira é a mais desenvolvida dessas cidades e tem a maior população, quase 100 mil habitantes, segundo o IBGE. Os demais municípios têm entre 10 mil e 20 mil habitantes. Belo Monte custará pelo menos R$ 25 bilhões, segundo a Norte Energia. Há estimativas de que o custo chegue a R$ 30 bilhões. Trata-se de uma das maiores obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), uma das principais bandeiras do governo federal. 

Para refletir:

Apesar de ter capacidade para gerar 11.200 MW de energia, Belo Monte não deve operar com essa potência. Segundo o governo, a potência máxima só pode ser obtida em tempo de cheia. Na seca, a geração pode ficar abaixo de 1.000 MW. A energia média assegurada é de 4.500 MW. 

VANTAGENS
  
A maior vantagem é óbvia: mais eletricidade. O consumo de energia sobe junto com o do PIB. Em 2010 foram 7,5% de crescimento no Produto Interno Bruto e 7,8% no do consumo de eletricidade. Sem energia, o país não cresce. E se o país não cresce você tende a perder o emprego - pior do que dormir no escuro... Belo Monte, por esse ponto de vista, é uma necessidade. Mas para alguns é uma atrocidade, já que seu reservatório vai alagar uma área na Amazônia equivalente a 1/3 da cidade de São Paulo, entre outros desequilíbrios ambientais(super.abril).

Para refletir:

Mil chuveiros ligados por uma hora dão um megawatt-hora (MWh). Em Belo Monte, 1 MWh custará R$ 22. Essa energia tirada de uma usina eólica custaria R$ 99. De uma solar, quase R$ 200.

ALGUMAS DESVANTAGENS

Estão prontos ? Ai vai:

O lago que alimentará as turbinas de Belo Monte  vai ocupar uma área equivalente a 90 mil campos de futebol da bacia do Xingu, que abriga 440 espécies de aves e 259 de mamíferos. 640 km2 é a extensão da área alagada, que equivale a 1/3 da cidade de São Paulo.

A obra vai obrigar a realocação de 5988 famílias. Além disso, milhares de migrantes serão atraídos para a região. E as obras de saneamento prometidas para recebê-las estão atrasadas. 20 mil pessoas terão de sair de suas casas. A cidade de Altamira espera 100 mil novos moradores. A população da cidade vai dobrar, e não há infraestrutura para isso.

O lago da usina receberá água drenada de outras regiões do rio Xingu para que haja volume suficiente no reservatório. Essa água chegará por meio de um canal com 130 m de espessura e 20 km de extensão. Para a construção do canal, serão removidos 100 milhões de m3 de floresta, que encheriam 40 mil piscinas olímpicas.

Com o canal drenando água, a área do Xingu próxima ao lago terá sua vazão reduzida. São 100 km de rio que, segundo especialistas, podem até secar. Isso pode destruir o modo de vida dos índios que habitam a região e vivem da pesca.100 km do rio Xingu terão a vazão reduzida 952 índios serão afetados.

Para refletir:


Imagem de agosto de 2011 mostra área onde seria implantado o sítio Belo Monte. Área margeia a BR-230 (Transamazônica) e o Rio Xingu. Segundo a Norte Energia, região já estava desmatada. (Foto: Divulgação/CCBM)

Imagem de agosto de 2011 mostra área onde seria implantado o sítio Belo Monte. Área margeia a BR-230 (Transamazônica) e o Rio Xingu. Segundo a Norte Energia, região já estava desmatada. (Foto: Divulgação/CCBM)


Mesma região após a instalação do canteiro do Sítio Belo Monte, em janeiro de 2012.
(Foto: Divulgação/Regina Santos/Norte Energia)

Imagens cedidas pelo Greenpeace







Não quero aqui dar uma de Eco chato, e como eu disse no inicio o tema é muito polemico  precisamos analisar e discutir esse tipo de ação, sendo assim creio que  algumas perguntas ficam no ar:
É importante a implantação de novos sistema de energia? Belo Monte é sustentável? Discutimos novas formas de energia ou simplesmente adomamos a energia hidroelétrica como a mais viável devido ao tamanho do nosso território e a abundancia de água?

Charles Domingues

terça-feira, 13 de novembro de 2012

MEIO AMBIENTE A ECONOMIA A SOCIEDADE E A POLÍTICA.



Hoje em dia, onde vamos e o que assistimos nos noticiários, sempre se referem ao meio ambiente como a menina dos olhos de todos. Hoje o meio ambiente traz ou pelo menos deveria trazer uma nova definição na economia, na sociedade e na política, tudo devido a uma frase que ficou muito famosa, porem muito pouco praticada ou até quem sabe desconhecida de alguns e ignorada por muitos "Desenvolvimento Sustentável".



Um município hoje precisa por em prática na íntegra o conceito de desenvolvimento sustentável, pois lado a lado andam o desenvolvimento sustentável e o desenvolvimento socioeconômico, hoje o progresso não é mais simbolizado por chaminés,


 

ou 


Enormes edifícios em sua maioria dentro de área de proteção 


Mas sim são demonstrados através de consciência dos governantes, no que se refere a trabalhar em parceria com o conhecimento técnico, hoje eu considero que 50% de qualquer desenvolvimento econômico, passa por um licenciamento ambiental bem feito. Daí a necessidade de cada vez mais a política se integrar as visões acadêmicas, pois dessa forma as possibilidades de equívocos são cada vez mais reduzidas, e com isso prevalece o desenvolvimento econômico andando de braços dados com o consenso ambiental. Já se foi o tempo em que se construía tudo em qualquer lugar, ou não se protegia uma APA, ou uma APP. Hoje isso é no mínimo uma obrigação que pouco a pouco vem se transformando em cultura por parte dos governantes.



A busca por soluções para os impasses do meio ambiente se tornou uma prioridade para os governantes. Hoje uma das questões mais observadas por organismos de financiamento internacional, são as intenções de um determinado órgão ou empreendedor para com o meio ambiente, pois alem de serem considerados todos os requisitos jurídico fiscal e econômico, são avaliadas acima de qualquer coisa a atenção para com o meio ambiente, hoje isso e tão importante nessas relações comerciais que passa a ser um critério básico na implementação de seus programas de financiamentos.


O nosso modelo de desenvolvimento após muitos anos foi o de desenvolvimento predatório, sendo este sempre baseado no consumismo ou desenvolvimento industrial sem controle, hoje essa formatação vem sofrendo constantes alterações, pois da forma que estava indo a tendência seria um colapso, vejam como exemplo o processo de urbanização, o mesmo promove uma meteórica concentração de renda e em paralelo um aumento exorbitante da população o que causa uma sobrecarga das cidades principalmente nos equipamentos urbanos, aumentando o índice de doenças devido a falta ou ausência de saneamento, aumento da pobreza, prostituição, dentre outros tantos problemas, sendo que todos esses contribuem para o aumento dos problemas ambientais.

SOLUÇÃO



Se pararmos para analisar, um município passa a ser um local  privilegiado para que o governante trate dos problemas ambientais que afetam diretamente a qualidade de vida da população, assim como muitas das vezes ações que não visam o meio ambiente, deixam de lado o patrimônio da cidade, fragmentando o conteúdo histórico de um município. 

Soluções a curto prazo podem ser tomadas,  precisamos de um profundo conhecimento das questões ambientais locais, apoio do gestor público, participação popular e a democratização da questão ambiental no território municipal, tornam factíveis as soluções propostas.

O líder municipal moderno deve se interessar acima de tudo pela manutenção da qualidade de vida e pela qualidade ambiental de seu município, assim como as formas de riqueza que a natureza oferece gratuitamente e quem sabe transformando isso em uma fonte de renda para a sua gestão, quem nunca ouviu falar em eco turismo?



Hoje de observarmos as cidades são ecossistemas modificados pela ação antrópica, que visando um desenvolvimento desenfreado desequilibram os ecossistemas, e dessa forma poluem o meio com os resíduos gerados por um consumismo excessivo incentivado pela mídia, e la no final dessa cadeia resta um pequeno detalhe muita das vezes esquecidos pelos gestores, "o lixo".


Amigos, o lixo não perdoa, ele fica ali na sua frente, não importa se a cidade esta ou não em festa se existe ou não alta temporada se o natal esta a 6 dias do ano novo, o lixo persiste e se torna muita das vezes o maior problema da gestão, pois ele e o resultado de um planejamento sustentável equivocado, ou a ausência do mesmo. A necessidade de se dispor os resíduos da produção e do consumo hoje é prioridade máxima em qualquer plano de governo.

Quando falo que o meio ambiente é uma cadeira tão especifica, que ele deveria andar lado a lado com as questões políticas, pois não existe quem seja especialista em meio ambiente, mas sim pessoas que são especializadas em conhecer os aspectos, prever impactos, e trazer soluções sustentáveis, porem não podemos acreditar que soluções ambientais são genéricas, ou seja o que funcionou em um determinado lugar seria o exemplo de gestão ambiental para outro local, há a necessidade de se conhecer as questões, o ecossistema, os biomas as necessidades dos ecossistemas,  conhecer o relevo, o geo-referenciamento assim como as necessidades da população de um determinado lugar dentre outros tantos e tantos itens

Não existem soluções em caixinha que se compra em supermercados ou na farmácia e dão doses a cada 8 horas, para se mitigar os impactos ambientais, é necessário ter o conhecimento do que se trata, ou melhor tem uma noção multidisciplinar para que ai sim sejam tomadas ações que visam minimizar impactos através da identificação dos aspectos ambientais. O gerenciamento do meio ambiente significa a implementação de ações articuladas que resultam da conscientização, mudança de hábitos e comportamentos.


A gestão ambiental de um Município hoje passa pela escolha inteligente dos sistemas de serviços públicos a aplicação de leis adequadas prevendo sanções ao poluidor, criação de leis de maneira objetiva que visam controlar a ocupação e parcelamento do solo urbano; criação de áreas de proteção; campanhas para tratamento e destinação adequada dos residuais sólidos urbanos; alterações nas práticas da Administração Pública, democratização das instituições, utilização dos meios de comunicação para anunciar as questões ambientais assim como ações tomadas pela gestão de incentivo a consciência ambiental com a introdução de educação ambiental. Porem nada disso acontecerá sem um plano de estruturação de políticas municipais de meio ambiente, e para isso é imperativo a parceria do plano político, acadêmico e da população. Com essas questões sob controle, o governo  através de ações planejadas tem como tendência, encontrar, em conjunto com a comunidade,  caminhos adequados para seu crescimento sustentável, deixando de lado o já ultrapassado discurso de progresso a qualquer preço, e dessa forma minimizando desperdícios e estabelecendo ações que visam um equilíbrio entre o meio ambiente, economia, sociedade e a politica.


Na próxima postagem estarei inserindo algumas tecnologias que como Gestor Ambiental julgo imprescindíveis  para o desenvolvimento sustentável de um Município.







Parabéns Cabo Frio pelos seus 397 anos

Charles Domingues











   

terça-feira, 25 de setembro de 2012

SANEAMENTO BÁSICO


SANEAMENTO BÁSICO UMA NECESSIDADE DA POPULAÇÃO 
UMA OBRIGAÇÃO DO PODER PÚBLICO

Aqui vemos uma vala negra

Aproveitando a época de campanha eleitoral pretendo trazer a esse Blog nesse período, algumas necessidades básicas, que o ser humano precisa, para ter uma vida saudável assim como também trarei o problema do saneamento básico  e suas consequências para a população em especial a de Cabo Frio. 

Mas o que é saneamento básico?

Saneamento básico é um conjunto de procedimentos adotados que visa proporcionar uma situação higiênica saudável para os habitantes, o leitor já percebeu que o problema é sério, pois se voltarmos nosso raciocínio para a condição em que se encontra a higiene em nosso município, podemos entender que muita coisa precisa mudar, ou melhor, muito do que se prometeu  muito pouco se cumpriu. Com isso vemos a desigualdade com relação a distribuição de água tratada como é o caso hoje de algumas comunidades e o segundo distrito, pois se já não existe água tratada, imaginem se existiria tratamento de esgotos? Coleta e destinação correta de resíduos piorou, e os resultados estão ai amostra para todos verem, porem muita gente não mostra.

A sequencia de fotos abaixo não nos trazem uma ideia de higiene conforme a definição de saneamento básico e descrito a cima

Esgoto a céu aberto no recanto das dunas


Pois é começamos bem em se tratando de esgoto sabemos que a cidade de Cabo Frio deposita em sua grande maioria o esgoto In Natura na laguna de Araruama, exatamente devido o tal esgoto a tempo seco que todos nos  conhecemos


Para não dizer que estarei somente mostrando aqui o assunto esgoto vamos mudar um pouco e tratar do assunto resíduos sólidos


Condição inadequada de transporte de resíduos

 A foto diz tudo


A sequencia de imagens abaixo é do Manoel Correia 

 Estive pessoalmente vendo a situação 

Na ausência de educação ambiental e de uma coleta de resíduos de forma adequada,
 não poderíamos ter outra situação.


Como pudemos ver o planejamento relacionado a resíduos sólidos não atendem as condições de saneamento básico e observem caros leitores, que não ao fatos isolados

Recanto das Dunas maio de 2012

É tanto lixo que parece montagem  


Só para se ter uma idéia entre os procedimentos do saneamento básico, podemos citar; tratamento de água, canalização e tratamento de esgotos, limpeza pública de ruas e avenidas, coleta e tratamento de resíduos orgânicos (em aterros sanitários regularizados) e matérias (através da reciclagem), esses são alguns dos procedimentos muitos deveriam atentar na hora de fazer o tão badalado programa de governo.

Eu sinceramente tenho andando por Cabo Frio, e vejo ainda valas negras, locais onde não existe água tratada, e pasmem os senhores, não precisa ir muito longe para ver isso, o insuportável e ultrapassado esgoto a tempo seco esta em todos os lugares e quem paga por isso é a lagoa e na outra ponta a população, “acho que alguns políticos e governantes, acham que eles tem o poder sobre a natureza, ou acreditam que nunca vão precisar dela, por isso devolvem ao meio ambiente qualquer coisa”.

 Vegetação se mistura com restos de moveis, sacos plásticos
  
Para quem não sabe esse é um indicador de dutos conduzindo gás Liquefeito 

Aqui grande quantidade de resíduos de construção civil 
espero que ninguém precise utilizar a calçada



O incrível é que com os problemas de má distribuição de água tratada, lançamentos de esgoto in natura nos corpos hídricos, levam o município a dispor de muito mais recursos com a saúde, muito mais do que deveria, e olha que os hospitais públicos da região quando não estão fechados, estão funcionando em condições precárias.


Estive em Tamoios só esse mês de setembro foram duas vezes 
e não vi essa água que foi prometida, vamos aguardar.

Os problemas de saneamento básico assolam boa parte do mundo, principalmente, os subdesenvolvidos, onde a falta de tratamento de esgotos a ausência de tratamento de águas e a disposição final de resíduos, são os grandes responsáveis por números absurdos relacionados principalmente a mortandade anual de crianças.

A preocupação aumenta na medida em que alguns governantes que não conseguem resolver esses problemas, e ainda por cima permitem que vários impactos ambientais aconteçam sem sequem tomar qualquer providencia, se aqui formos relacionar a quantidade de equívocos e irregularidades existentes as margens da lagoa e em áreas de proteção, levaríamos alguns dias tentando aqui descrevê-las.

Aqui se leva mais tempo para se obter uma outorga para levar água com qualidade potável milhares de pessoas, do que para se licenciar um mega empreendimento, vai entender isso............

Aproveito para inserir essa entrevista que concedi ao Jornalista Cesar Pinho
 que se refere a água em Tamoios



Pior que isso ainda pode ser a existência de danos irreparáveis na medida em que buscam alternativas para suprir a falta de água doce, ou seja, a existência de tecnologias, alternativas para extração de água como, por exemplo, a busca pelos mananciais subterrâneos, isso pode gerar um grave problema futuro que seria a extração predatória de água desses mananciais podendo pode vir a causar a contaminações dessas fontes e a perda das mesmas de uma forma definitiva, assim como também não podemos deixar de destacar que atividades industriais e/ou agrícolas, também contribuem para uma contaminação seja dos mananciais de superfície como os subterrâneos.

Num resumo podemos observar que serviços que deveriam ser básicos, tais como abastecimento de água; coleta e tratamento dos esgotos; disposição adequada dos resíduos sólidos; drenagem urbana; controles dos vetores são feitos numa grande maioria de forma inadequada e mal distribuída.

 Coleta irregular de resíduos


Sendo assim como podemos alcançar um desenvolvimento sustentável, quando existem pessoas morrendo de fome, sede, bebendo água contaminada, lançando esgotos in natura nos corpos hídricos destinando resíduos (lixo) a céu aberto.

Na verdade os dados são alarmantes e precisam urgentemente de uma política pratica e eficaz de combate a desigualdade social na região, a introdução de um saneamento básico efetivo, para tentar tornar o desenvolvimento sustentável seria a principal. Vale ressaltar que para alguns bairros a palavra desenvolvimento sequer existe que dirá desenvolvimento sustentável, haja vista tamanha pobreza e abandono os quais eles estão expostos.

Hoje a cidade carrega uma grande carga na questão saúde, esse problema pode ser agravado, quando da liberação de grandes empreendimentos sem um mínimo estudo necessário, visando possíveis impactos futuros, por exemplo, se o empreendimento é de grande porte, também será de grande porte a quantidade de pessoas que vão trabalhar nele, mas será que todas possuem uma casa, ou vão morar em uma pousada ou num apart-hotel, em caso negativo é necessário que o leitor faça a seguinte pergunta.

Onde elas irão morar? Ou quem sabe onde elas vão ficar quando acabar a obra?

Para suprir essas necessidades, lugares serão criados sem nenhuma infra estrutura, ou alguém tem duvida disso?

Por isso caros leitores, é que falo tanto de Estudo de impacto ambiental (EIA), e parece que isso passa invisível aos olhos de que licencia esses empreendimentos.

O Governo em sua pouca ousadia é um grande culpado pelo não investimento em áreas importantíssimas como o saneamento básico, em que pessoas são forçadas a viver com uma vida precária, e como vimos, onde sua saúde corre risco. Como vimos o saneamento é fundamental para nossa qualidade de vida, amigos a coisa de maior relevância para a nossa sobrevivência cientificamente comprovado e a água, pois sem água sem vida. Preservar água e também uma forma de se desenvolver uma cidade de maneira sustentável, pois o desenvolvimento sustentável so terá fundamento se for praticado na presença do ser humano, pois preservamos o planeta para nos mesmos para nos mesmos.

Se quiserem saber qual e a importância da água para o ser humano, acompanhem os telejornais e vejam as explorações interplanetárias, qual é o primeiro elemento que eles procuram para saber se existe vida? Acertou quem disse ÁGUA.

Fica a sugestão de que analisemos todas as propostas de governos e vejamos quais as que realmente se preocupam com a real melhoria da qualidade de vida da população, qual a que esta voltada pra o meio ambiente, qual esta preocupada em levar água de qualidade a população, assim como também transformar a palavra esgoto in natura em efluente tratado.

Sim amigos precisamos ver isso agora, pois  e inadmissível uma população tendo que comprar água de carro pipa ou buscando água em longas distancias para matar a sede ou suprir suas necessidades básicas.

Como sempre eu procuro validar as informações então vão ver o que diz a Política Nacional de Recursos Hídricos Lei nº 9.433, de 8 de janeiro de 1997.

Em seu Art. 1º A Política Nacional de Recursos Hídricos baseia-se nos seguintes fundamentos:

        I - a água é um bem de domínio público;
        II - a água é um recurso natural limitado, dotado de valor econômico;
        III - em situações de escassez, o uso prioritário dos recursos hídricos é o consumo humano e a dessedentação de animais;

Será que o que temos visto realmente no caso de Cabo Frio e o Art. 1º Parágrafos I e III, acontecerem na vida das pessoas?

No mesmo Art. 1º parágrafo VI - a gestão dos recursos hídricos deve ser descentralizada e contar com a participação do Poder Público, dos usuários e das comunidades.

É realmente isso que se vê, ou durante todo esse tempo vemos a população de alguns bairros e do segundo distrito desesperada por água potável, enquanto o poder publico não se manifesta com nenhuma ação junto ao fornecedor privado e/ou reivindicando do órgão ambiental que o processo de licenciamento seja mais célere, pois quem tem cede não pode esperar.