Estamos aproveitando e postando a sequencia de Programa Cidade Sustentável que vai ao ar todas as quintas feiras as 15.30 pela
Jovem TV canal 8 cabo frio e canal 9 Jardim esperança, e também pode ser assistido
para todo Brasil pelo pela internet no link www.jovemtv.com.br.
Programa inaugural com a presença do professor Chicão, doutor em História, O Mercadólogo Álex Garcia e o Designer Gráfico Marcos Chaves
A cidade de Oslo, Noruega, importa lixo. Ele é trazido da
Inglaterra e da Irlanda, mas também da Suécia e de outros países da região. A
cidade chega a ter planos para importar lixo do mercado americano.
“Eu gostaria de importar lixo dos Estados Unidos”, disse Pal
Mikkelsen, em seu escritório em uma grande fábrica na periferia da cidade que
transforma lixo em aquecimento e eletricidade. “O transporte marítimo é mais
barato.”
Oslo, uma cidade que aposta na reciclagem, onde cerca de
metade da cidade e a maioria de suas escolas são aquecidas através da queima de
lixo – lixo doméstico, resíduos industriais, até mesmo resíduos tóxicos e
perigosos provenientes de hospitais e apreendimentos de drogas – tem um problema:
ela está, literalmente, com falta de lixo para queimar.
O problema não é exclusivo de Oslo, uma cidade de 1,4 milhões
de habitantes. Em todo o norte da Europa, onde a prática de queimar lixo para
gerar calor e eletricidade aumentou drasticamente nas últimas décadas, a
demanda por lixo é muito superior à oferta. “O norte da Europa tem uma enorme
capacidade de geração”, disse Mikkelsen, 50, um engenheiro mecânico no ano
passado foi o diretor da agência responsável por transformar lixo em energia.
No entanto, a população exigente do norte da Europa produz
apenas cerca de 150 milhões de toneladas de resíduos por ano, disse ele, muito
pouco para abastecer e incinerar plantas que possam lidar com mais de 700
milhões de toneladas. “E os suecos continuam construindo” mais plantas, disse
ele, com uma expressão de desespero no rosto, “assim como a Áustria e a
Alemanha.”
A maioria das pessoas aprova a ideia. “Sim, absolutamente”,
disse Terje Worren, 36, um consultor de software, que admitiu gerar aquecimento
para sua própria casa com combustível e aquecer sua água com eletricidade. “É
uma ótima maneira de reutilizar o lixo.”
Para alguns, pode parecer bizarro que Oslo iria recorrer à
importação de lixo para produzir energia. A Noruega está classificada entre os
10 maiores exportadores mundiais de petróleo e gás, e tem abundantes reservas
de carvão e uma rede de mais de 1,100 usinas hidrelétricas em suas montanhas
ricas em água. No entanto, disse Mikkelsen, a queima de lixo foi “uma
estratégia de utilizar energia renovável, para reduzir o uso de combustíveis
fósseis.”
É claro que outras regiões da Europa estão produzindo grandes
quantidades de lixo, incluindo o sul da Itália, onde cidades como Nápoles
contratou cidades na Alemanha e na Holanda para aceitarem seu lixo, ajudando a
neutralizar a crise do lixo napolitano. Apesar de Oslo ter considerado aceitar
o lixo italiano, preferiu ficar com o que disse ser o lixo inglês, limpo e
seguro. “É uma questão sensível”, disse Mikkelsen.
Ainda assim, nem todo mundo se sente confortável com a
proposta de acumular lixo. “De um ponto de vista ambiental, é um problema
enorme”, disse Lars Haltbrekken, o presidente do mais antigo grupo
ambientalista da Noruega, uma afiliada da Amigos da Terra. “Existe uma pressão
para produzir mais e mais lixo, porém só enquanto exista essa demanda.”
Em uma hierarquia de objetivos ambientais, Haltbrekken disse
que produzir menos lixo deveria ficar em primeiro lugar, enquanto gerar energia
a partir do lixo deveria ficar em último lugar . “O problema é que nossa menor
prioridade entra em com nosso principal objetivo “, disse ele.
“Então, agora nós importamos lixo de Buenos Aires e outros
lugares, e também conversamos a respeito da possibilidade de importar lixo de
Nápoles”, acrescentou. “Nós dissemos, ‘OK, pelo menos nós estamos ajudando os
napolitanos, ‘ mas isso não é uma estratégia de longo prazo.”
De acordo com urbanistas, talvez não, mas por enquanto é uma
necessidade. “A reciclagem e recuperação de energia têm que andar de mãos
dadas”, disse Rooth Olbergsveen, da agência de recuperação de resíduos da
cidade. Reciclagem tem feito progressos, disse ela, e a separação de lixo
orgânico, como restos de alimentos, está permitindo que Oslo produza biogás,
que está agora alimentando alguns ônibus no centro de Oslo.
Haltbrekken reconheceu que ele não se beneficia da energia
gerada pelo lixo. Sua casa, perto do centro da cidade, construída por volta de
1890, é aquecida pela queima de pedaços de madeira, e sua água é aquecida
eletricamente. Em geral, segundo ele, a Amigos da Terra, apoia as metas
ambientais da cidade.
No entanto, ele acrescentou: “A curto prazo, é claro, é
melhor queimar o lixo em Oslo do que deixá-lo em Leeds e Bristol.” Mas, “a
longo prazo”, disse ele, “não”.
Fim dos lixões vira um sonho distante – Prefeitos assumem
incapacidade para acabar com depósitos a céu aberto até 2014, como manda a lei,
e pedem mais prazo
“Meu pai e minha mãe me criaram com isso daqui, eu tirei o
sustento dos meus filhos daqui, e, hoje, o do meu neto também. Se isso acabar,
como é que nós vamos ficar?”, indaga Cosme de Assis, catador do Lixão da
Estrutural, aqui no Distrito Federal, sobre a desativação do lugar. Cosme está
incrédulo quanto às promessas de readequação dos catadores após o fim dos
lixões, exigido pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), aprovada em
2010. O prazo para que todos os lixões a céu aberto do país sejam desativados
vai até 2 de agosto do ano que vem. Mas, se depender de muitos prefeitos
brasileiros, catadores como Cosme vão continuar vivendo no lixo por mais tempo.
Matéria de Étore Medeiros e Marianna Rios, no Correio Braziliense, socializada
pelo ClippingMP.
O temor dos prefeitos tem procedência. O Ministérios Público
poderá processar os prefeitos por improbidade administrativa, caso não
desativem os lixões. Se isso ocorrer, todos poderão ficar inelegíveis. “Temos
prefeituras no Acre, como a de Porto Walter ou de Santa Rosa do Purus, em que o
prefeito não tem sequer um servidor de nível superior. Então, cada caso vai
depender da postura e da sensibilidade do promotor e do gestor municipal”, diz
a procuragora-geral do Acre, Patrícia de Amorim Rêgo.
Relator da lei que instituiu a PNRS, o deputado federal
Arnaldo Jardim (PPS-SP) critica a proposta dos prefeitos. “A legislação tem que
premiar posturas e punir quem não segue uma regra. Sou terminantemente
contrário a qualquer dilatação do prazo”, afirma.
Novos prazos
O MMA estima que apenas 20% dos 5.565 municípios brasileiros
concluíram os projetos ou solicitaram verbas para sua elaboração até 2 de
agosto de 2012, quando expirou o prazo legal para esta etapa do processo.
O gerente de Projetos da Secretaria de Recursos Hídricos e
Ambiente Urbano, Saburo Takahashi, revela que o órgão vai soltar, em breve, uma
nova chamada para os municípios que perderam o primeiro prazo. “Para atender os
80% que restam, temos de tomar pé da situação e verificar como poderemos apoiar
esses municípios que ainda não têm planos.”
Em Igaci, a 150 Km de Alagoas, o prefeito Oliveiro Pianco
(PMDB) nem bem foi empossado e já recebeu uma intimação do Ministério Público
para acabar com o lixão da cidade, de 25 mil habitantes, sob pena de pagar do
próprio bolso multa de R$ 1 mil por dia. “Disseram que não podiam dar um prazo
maior, pois tinham dado à gestão anterior”, reclama. A solução foi mandar os
resíduos para o lixão da vizinha Palmeira dos Índios, a 15 km de distância.
Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontam que ainda há
2,9 mil lixões para serem erradicados em todo o Brasil, distribuídos em 2.810
municípios. A maioria, de pequeno porte, como Igaci, que, para se adequar à
PNRS, se consorciou com Palmeira dos Índios e mais 11 municípíos do agreste
alagoano para construir dois aterros sanitários de uso comum.
Para Maria Vitória Ferrari, pesquisadora em gestão e
tecnologia de resíduos da Universidade de Brasília, “a questão é cultural, é a
forma que convivemos com o lixo. Se os municípios tiverem mecanismos, as
pessoas estão dispostas a fazer as coisas certas. Mas é preciso campanhas
longas e contínuas de educação”, conclui a pesquisadora, ressaltando o papel
individual no cuidado com os resíduos, mesmo após a implementação da PNRS.
Municípios
Municípios com lixões
Brasil
5.565 2.810 (50,5%)
Nordeste
1.794 1.598 (89,1%)
Norte 449 380 (84,6%)
Centro-Oeste
466 339
(72,7%)
Sudeste
1.668 311 (18,4%)
Sul
1.188 182 (15,3%)
Fonte: Ipea
Aterro do DF sub judice
Enquanto a Novacap licita as obras de infraestrutura para o
futuro Aterro Sanitário de Samambaia, o certame para contratar os serviços de
impermeabilização do local e a empresa que vai operar o depósito foi suspenso
em fevereiro pelo Tribunal de Contas do DF. “Já respondemos aos
questionamentos, mas o tribunal não se manifestou. Estamos de mãos atadas,
infelizmente, em função dessa paralisação. O fim do Lixão da Estrutural depende
da entrada em operação do aterro de Samambaia”, lamenta o diretor da assessoria
de Planejamento e Projetos Especiais da Secretaria de Limpeza Urbana (SLU),
Edmundo Gadelha. Ele estima em seis meses o tempo necessário para que o aterro sanitário
entre em operação, após a liberação judicial.
“A legislação tem que premiar posturas e punir quem não
segue uma regra. Sou terminantemente contrário a qualquer dilatação do prazo”
Arnaldo Jardim (PPS-SP), deputado federal e relator da
Política Nacional de Resíduos Sólidos
O que diz a lei
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) passou duas
décadas em tramitação no Congresso até virar lei em 2010. Um dos principais
objetivos é fazer com que o Brasil atinja o índice de reciclagem de resíduos de
20% até 2015, que é uma das metas do Plano Nacional sobre Mudança do Clima. A
política do lixo tem horizonte de 20 anos e será atualizada a cada quatro anos.
Uma das principais novidades da PNRS é a logística reversa, que determina a
responsabilidade compartilhada entre fabricantes, fornecedores, comerciantes e
consumidores de produtos para garantir que os resíduos sejam descartados de
forma ambientalmente correta. A lei também institui programas de coleta
seletiva, educação ambiental e inclusão dos catadores de material reciclável em
todos os municípios. Também exige padrões sustentáveis de produção e de
consumo, e reciclagem de resíduos. O ponto mais polêmico é, sem dúvidas, a
exigência para que estados e municípios desativem todos os lixões e instalem
aterros sanitários até 2 de agosto de 2014. A lei admite que os municípios
formem consórcios para a gestão dos resíduos sólidos. Segundo o texto, o
prefeito que não cumprir o prazo pode ser processado por improbidade
administrativa. As cidades tiveram dois anos para se adequar à política
nacional, mas a maioria sequer elaborou o Plano Municipal de Gestão Integrada
de Resíduos Sólidos, que é a primeira etapa do processo.
Aproveito essa data para te desejar hoje e sempre que
possa você ter muitos anos de vida, abençoados e felizes, e que estes dias
futuros sejam todos de harmonia, paz e desejos realizados.
lembra dessa noite?
Você é linda
Que jantar foi esse?
Executiva
Quase apanhei por essa foto?
Você internacional
Após a turbulência
Meu amor; Parabéns e muitas felicidades a você, que com esse seu
jeitinho me faz uma pessoa muito feliz. Que seu coração, esteja sempre em
festa, porque você é um ser de luz e especial para mim. Uma pequena homenagem a mulher da minha vida Te amo!!! Charles
COP 18 foi a 18ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que aconteceu esse ano, no Catar na
cidade de Doha.
Após duas semanas de discussão, representantes
de 193 países que integram a Convenção sobre Mudanças
Climáticas, aprovaram no dia 08 de dezembro, um pacote de medidas
políticas que cria um segundo período para o Protocolo de Kyoto.
Após terminar o prazo limite,
no dia 07 de dezembro e adentrar pela madrugada do dia 08 do mesmo mês, as negociações
sobre as alterações climáticas, durante a COP 18, terminaram com um
acordo fechado as pressas entre os países participantes para combater o
aquecimento global até 2020.
Quem faz parte do novo acordo?
Do novo acordo, fazem parte 36 países: Austrália, Noruega, Suíça,
Ucrânia e todos os integrantes da União Europeia. O novo protocolo vai de janeiro de 2013 a dezembro de 2020. As metas de redução de emissão de gases de efeito estufa do conjunto de países significa uma redução de 18% de emissões de países desenvolvidos em relação as taxas de 1990, fica a duvida se com essas medidas conseguiremos manter os níveis de aquecimento global abaixo dos 2°C em relação a níveis Pré-Revolução Industrial, como está registrado no Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas(IPCC), lembrando que países que contribuem significativamente para as emissões dos GEE's ficaram de fora do segundo período, são eles Estados Unidos, Canadá, Japão, Rússia e Nova Zelândia.
A meu ver assim como o protocolo de Kioto quando da Eco 92 só ganhou força com a entrada da Russia, o KP2(continuação do protocolo de Kioto), ficou esvaziado com a ausência desses países, dessa forma se tornando uma ferramenta enfraquecida.
Mapa mostra a evolução do aquecimento global entre os anos de 1955 a 2011
Fonte: Public Perception of Climate Change and
the New Climate Dice
E tem gente que diz que aquecimento global e lenda!!!!!!
Posição do Brasil
O Brasil, a exemplo dos demais países em desenvolvimento, não participa
do Protocolo de Kyoto de forma obrigatória,
mas de forma voluntária, por meio do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL),
que gera projetos de créditos de carbono. Na COP-18, o país defendeu a
prorrogação do atual tratado vigente.
É importante frisar que países como Brasil, Índia, África do Sul, México,
Indonésia e alguns outros não tiveram meta obrigatória de redução de emissões no primeiro
período de Kioto, e não terão no segundo.
Ainda com relação ao Brasil a tendência é a participação em um novo acordo mundial
sobre o tema, que comprometeria todos os países (desenvolvidos ou não) a partir
de 2020, quando vai expirar o Protocolo de Kyoto. Porem o governo brasileiro se comprometeu voluntariamente a a de reduzir suas emissões entre 36,1% e 38,9%,
em relação ao que emitia em 1990, conforme anunciou na COP-15, em 2009, na
Dinamarca.
Posição Norte americana
Quando os Norte Americanos falam sobre
esse acordo (quando ele realmente for global), eles estão falando principalmente para a China e Índia, e com menos intensidade para os demais emergentes como o
Brasil. Eles não acham correto que os países ricos tenham que reduzir, enquanto
os emergentes continuam sem metas, e acreditam que seria uma grande desvantagem
econômica em relação à China.
Consumir, Consumir, Consumir e Consumir!!!!
A China, por sua vez, alega que tem investido em
energia renovável e que sua emissão per capta é muito menor que a de americanos
e europeus, e de outros emergentes como o próprio Brasil.
Produzir, Produzir, Produzir e Produzir!!!!!
Seria interessante que China e Índia informassem para o mundo quais os reais investimentos que estão sendo feitos, visando a redução das emissões dos GEE'S, pois ainda me parece um pouco prematura a afirmação principalmente do governo Chines haja vista os números demostrarem totalmente o contrário.
Com relação aos Norte Americanos ajudaria muito ao mundo, que eles deixassem claro as suas reais intenções, pois não resta duvida da sua elevadíssima colaboração para o aquecimento global, principalmente através de suas fontes moveis.
Quanto a Russia, já faz parte da tradição não assumir de imediato o protocolo, porem não acredito que o governo russo fique de fora do KP2.
Seria mais uma vez o bom e velho governo Russo aguardando a oportunidade para barganhar algo em troca de sua entrada? Aguardemos.
O descaso da atual Prefeitura com
Cabo Frio e com a sua população é algo que
extrapola quaisquer limites de desprezo e desatenção ao já tão sofrido
cidadão desta nossa pobre cidade rica.
É inacreditável, mas, imaginem
vocês, se no Algodoal, a 200 metros da Praia do Forte – que é uma área dita
nobre – isso acontece, já pensaram nos bairros mais afastados?
E o pior é que os moradores desse
condomínio já reclamam e notificam esta triste situação há bastante tempo e
nenhuma medida saneadora é tomada pelo órgão responsável. A foto retrata a
angústia desses cidadãos que decidiram colocar placas denunciando este absurdo.
Em frente à pista de skate
Rua Francisco Paranhos
Aproveito para fazer um ligeiro comentário:
A administração de Cabo Frio vem dando um verdadeiro, exemplo do que não se deve fazer quando o assunto é saneamento básico, tamanho é o abandono que se vê horas é o tal esgoto a tempo seco, hora são as valas negras que encontramos e aqui já publicamos.
Apenas como orientação para quem dirige a “pasta”, a Lei Nº 11.445, de 5 de Janeiro de 2007, em seu Art. 1o Esta Lei estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico e para a política federal de saneamento básico.
Como definição, Saneamento básico é um conjunto de procedimentos adotados que visa proporcionar uma situação higiênica saudável para os habitantes, sendo assim o problema é sério, pois se voltarmos nosso raciocínio para a condição em que se encontra a higiene em nosso município, podemos entender que muita coisa precisa mudar, pois muito do que se prometeu pouco se cumpriu, ou melhor, quase nada se cumpriu. Uma delas é o tratamento de esgoto, como vemos na matéria postada no Blog do Prefeito Alair Corrêa, esse é mais exemplo de descaso com o saneamento básico da população, quando adentramos por bairros e
até por que não dizer pelo segundo distrito a coisa é pavorosa, pois falta saneamento
básico como um todo, como já postamos aqui nesse Blog por diversas vezes.
Saneamento Básico é uma obrigação do Município, pois se trata de saúde publica, depois eles não sabem por que os "postos" de saúde estão sempre abarrotados de pessoas.
Saneamento básico significa melhoria na qualidade de vida das pessoas, uma necessidade da população uma obrigação do poder público.
A Usina de belo Monte hoje junto ao código florestal e uma
das maiores polemicas existentes, seja por critérios técnicos, seja por
critérios de preservação ambiental. Trago a esse Blog, um pouco de
esclarecimento sobre esse assunto que avança a cada dia e muito pouco vai sendo
informando a população.
Ideia de dimensões da Hidroelétrica tendo como referencia o
mapa do Brasil
Vou aqui tentar estabelecer após estudos, alguns prós e contras com
relação a instalação da Usina Belo Monte.
A usina deve fornecer eletricidade para 60 milhões de
pessoas quando entrar em operação. Por outro lado, está sendo instalada dentro Floresta
Amazônica é uma atopia acreditarmos que não existirão problemas ambientais relevantes. Hoje é a terceira
maior usina do planeta.
Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estas
são as dez maiores usinas hidrelétricas
do mundo, em capacidade de produção de eletricidade.
1º. Três Gargantas (China): 18.200 megawatts (MW)
2º. Itaipu (Brasil/Paraguai): 14.000 MW
3º. Belo Monte (Brasil): 11.233 MW [Em construção]
4º. Guri (Venezuela): 10.000 MW
5º. Tucuruí I e II (Brasil): 8.370MW
6º. Grand
Coulee (EUA): 6.494 MW
7º. Sayano-Shushenskaya
(Rússia): 6.400 MW
8º.
Krasnoyarsk (Rússia): 6.000 MW
9º. Churchill Falls (Canadá): 5.428 MW
10º. La Grande 2 (Canadá): 5.328 MW
ALGUMAS HIDROELÉTRICAS NO MUNDO
Três Gargantas
Itaipu
Ilustração divulgada pela Norte Energia de como ficará a
Casa de Força principal da usina de Belo Monte quando a obra estiver pronta.
(Foto: Divulgação/Norte Energia)
Guri
Tucuruí I e II
A HIDROELÉTRICA DE BELO MONTE
A hidrelétrica ocupará parte da área de cinco municípios:
Altamira, Anapu, Brasil Novo, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu.
Altamira é a mais desenvolvida dessas cidades e tem a maior população, quase
100 mil habitantes, segundo o IBGE. Os demais municípios têm entre 10 mil e 20
mil habitantes. Belo Monte custará pelo menos R$ 25 bilhões, segundo a Norte
Energia. Há estimativas de que o custo chegue a R$ 30 bilhões. Trata-se de uma
das maiores obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), uma das
principais bandeiras do governo federal.
Para refletir:
Apesar de ter capacidade para gerar
11.200 MW de energia, Belo Monte não deve operar com essa potência. Segundo o
governo, a potência máxima só pode ser obtida em tempo de cheia. Na seca, a
geração pode ficar abaixo de 1.000 MW. A energia média assegurada é de 4.500
MW.
VANTAGENS
A maior vantagem é óbvia: mais eletricidade. O consumo de
energia sobe junto com o do PIB. Em 2010 foram 7,5% de crescimento no Produto
Interno Bruto e 7,8% no do consumo de eletricidade. Sem energia, o país não
cresce. E se o país não cresce você tende a perder o emprego - pior do que
dormir no escuro... Belo Monte, por esse ponto de vista, é uma necessidade. Mas
para alguns é uma atrocidade, já que seu reservatório vai alagar uma área na
Amazônia equivalente a 1/3 da cidade de São Paulo, entre outros desequilíbrios
ambientais(super.abril).
Para refletir:
Mil chuveiros ligados por uma hora dão um megawatt-hora
(MWh). Em Belo Monte, 1 MWh custará R$ 22. Essa energia tirada de uma usina
eólica custaria R$ 99. De uma solar, quase R$ 200.
ALGUMAS DESVANTAGENS
Estão prontos ? Ai vai:
O lago que alimentará as turbinas de Belo Monte vai ocupar uma área equivalente a 90 mil
campos de futebol da bacia do Xingu, que abriga 440 espécies de aves e 259 de
mamíferos. 640 km2 é a extensão da área alagada, que equivale a 1/3 da cidade
de São Paulo.
A obra vai obrigar a realocação de 5988 famílias. Além
disso, milhares de migrantes serão atraídos para a região. E as obras de
saneamento prometidas para recebê-las estão atrasadas. 20 mil pessoas terão de
sair de suas casas. A cidade de Altamira espera 100 mil novos moradores. A
população da cidade vai dobrar, e não há infraestrutura para isso.
O lago da usina receberá água drenada de outras regiões do
rio Xingu para que haja volume suficiente no reservatório. Essa água chegará
por meio de um canal com 130 m de espessura e 20 km de extensão. Para a
construção do canal, serão removidos 100 milhões de m3 de floresta, que
encheriam 40 mil piscinas olímpicas.
Com o canal drenando água, a área do Xingu próxima ao lago
terá sua vazão reduzida. São 100 km de rio que, segundo especialistas, podem
até secar. Isso pode destruir o modo de vida dos índios que habitam a região e
vivem da pesca.100 km do rio Xingu terão a vazão reduzida 952 índios serão
afetados.
Para refletir:
Imagem de agosto de 2011 mostra área onde seria implantado o
sítio Belo Monte. Área margeia a BR-230 (Transamazônica) e o Rio Xingu. Segundo
a Norte Energia, região já estava desmatada. (Foto: Divulgação/CCBM)
Mesma região após a instalação do canteiro do Sítio Belo
Monte, em janeiro de 2012.
(Foto: Divulgação/Regina Santos/Norte Energia)
Imagens cedidas pelo Greenpeace
Não quero aqui dar uma de Eco chato, e como eu disse no
inicio o tema é muito polemico
precisamos analisar e discutir esse tipo de ação, sendo assim creio
que algumas perguntas ficam no ar:
É importante a implantação de novos sistema de energia? Belo
Monte é sustentável? Discutimos novas formas de energia ou simplesmente
adomamos a energia hidroelétrica como a mais viável devido ao tamanho do nosso território e a abundancia de água?
Hoje em dia, onde vamos e o que assistimos nos noticiários, sempre se
referem ao meio ambiente como a menina dos olhos de todos. Hoje o meio ambiente traz ou pelo menos deveria trazer uma nova definição na economia, na sociedade
e na política, tudo devido a uma frase que ficou muito famosa, porem muito
pouco praticada ou até quem sabe desconhecida de alguns e ignorada por muitos "Desenvolvimento Sustentável".
Um município hoje precisa por em prática na íntegra o conceito
de desenvolvimento sustentável, pois lado a lado andam o desenvolvimento
sustentável e o desenvolvimento socioeconômico, hoje o progresso não é mais
simbolizado por chaminés,
ou
Enormes edifícios em sua maioria dentro de área de proteção
,
Mas sim são demonstrados
através de consciência dos governantes, no que se refere a trabalhar em
parceria com o conhecimento técnico, hoje eu considero que 50% de qualquer
desenvolvimento econômico, passa por um licenciamento ambiental bem feito. Daí
a necessidade de cada vez mais a política se integrar as visões acadêmicas,
pois dessa forma as possibilidades de equívocos são cada vez mais reduzidas, e
com isso prevalece o desenvolvimento econômico andando de braços dados com o
consenso ambiental. Já se foi o tempo em que se construía tudo em qualquer
lugar, ou não se protegia uma APA, ou uma APP. Hoje isso é no mínimo uma
obrigação que pouco a pouco vem se transformando em cultura por parte dos
governantes.
A busca por soluções para os impasses do meio ambiente se tornou
uma prioridade para os governantes. Hoje uma das questões mais observadas por
organismos de financiamento internacional, são as intenções de um determinado
órgão ou empreendedor para com o meio ambiente, pois alem de serem considerados
todos os requisitos jurídico fiscal e econômico, são avaliadas acima de
qualquer coisa a atenção para com o meio ambiente, hoje isso e tão importante
nessas relações comerciais que passa a ser um critério básico na implementação
de seus programas de financiamentos.
O nosso modelo de desenvolvimento após muitos anos foi o de
desenvolvimento predatório, sendo este sempre baseado no consumismo ou
desenvolvimento industrial sem controle, hoje essa formatação vem sofrendo constantes alterações,
pois da forma que estava indo a tendência seria um colapso, vejam como exemplo
o processo de urbanização, o mesmo promove uma meteórica concentração de renda e em paralelo um aumento exorbitante da população o que causa uma sobrecarga das cidades principalmente nos equipamentos urbanos, aumentando o índice de doenças devido a falta ou
ausência de saneamento, aumento da pobreza, prostituição, dentre
outros tantos problemas, sendo que todos esses contribuem para o aumento dos problemas ambientais.
SOLUÇÃO
Se pararmos para analisar, um município passa a ser um local privilegiado para que o governante trate dos
problemas ambientais que afetam diretamente a qualidade de vida da população, assim como muitas das vezes ações que não visam o meio ambiente, deixam de lado o patrimônio da cidade,
fragmentando o conteúdo histórico de um município.
Soluções a curto prazo podem ser tomadas, precisamos de um profundo conhecimento das questões ambientais locais, apoio do gestor público, participação
popular e a democratização da questão ambiental no território municipal, tornam factíveis as soluções propostas.
O líder municipal moderno deve se interessar acima de tudo pela
manutenção da qualidade de vida e pela qualidade ambiental de seu município, assim
como as formas de riqueza que a natureza oferece gratuitamente e quem sabe
transformando isso em uma fonte de renda para a sua gestão, quem nunca ouviu
falar em eco turismo?
Hoje de observarmos as cidades são ecossistemas modificados pela ação antrópica, que visando um desenvolvimento desenfreado desequilibram os
ecossistemas, e dessa forma poluem o meio com os resíduos gerados por um consumismo excessivo incentivado pela mídia, e la no final dessa cadeia resta
um pequeno detalhe muita das vezes esquecidos pelos gestores, "o lixo".
Amigos, o lixo não perdoa, ele fica ali na sua frente, não
importa se a cidade esta ou não em festa se existe ou não alta temporada se o
natal esta a 6 dias do ano novo, o lixo persiste e se torna muita das vezes o maior
problema da gestão, pois ele e o resultado de um planejamento sustentável
equivocado, ou a ausência do mesmo. A necessidade de se dispor os resíduos da
produção e do consumo hoje é prioridade máxima em qualquer plano de governo.
Quando falo que o meio ambiente é uma cadeira tão especifica,
que ele deveria andar lado a lado com as questões políticas, pois não existe quem seja especialista em meio ambiente, mas sim pessoas que são especializadas
em conhecer os aspectos, prever impactos, e trazer soluções sustentáveis, porem
não podemos acreditar que soluções ambientais são genéricas, ou seja o que
funcionou em um determinado lugar seria o exemplo de gestão ambiental para
outro local, há a necessidade de se conhecer as questões, o ecossistema, os
biomas as necessidades dos ecossistemas, conhecer o relevo, o
geo-referenciamento assim como as necessidades da população de um determinado
lugar dentre outros tantos e tantos itens.
Não existem soluções em caixinha que se compra em supermercados ou na
farmácia e dão doses a cada 8 horas, para se mitigar os impactos ambientais, é necessário ter o conhecimento do que se trata, ou melhor tem uma noção
multidisciplinar para que ai sim sejam tomadas ações que visam minimizar impactos
através da identificação dos aspectos ambientais. O gerenciamento do meio
ambiente significa a implementação de ações articuladas que resultam da
conscientização, mudança de hábitos e comportamentos.
A gestão ambiental de um Município hoje passa pela escolha
inteligente dos sistemas de serviços públicos a aplicação de leis adequadas
prevendo sanções ao poluidor, criação de leis de maneira objetiva que visam
controlar a ocupação e parcelamento do solo urbano; criação de áreas de
proteção; campanhas para tratamento e destinação adequada dos residuais sólidos
urbanos; alterações nas práticas da Administração Pública, democratização das
instituições, utilização dos meios de comunicação para anunciar as questões
ambientais assim como ações tomadas pela gestão de incentivo a consciência
ambiental com a introdução de educação ambiental. Porem nada disso acontecerá sem um plano de estruturação de políticas municipais de meio ambiente, e para
isso é imperativo a parceria do plano político, acadêmico e da população. Com
essas questões sob controle, o governo através de ações planejadas tem como tendência, encontrar,
em conjunto com a comunidade, caminhos adequados para seu crescimento
sustentável, deixando de lado o já ultrapassado discurso de progresso a
qualquer preço, e dessa forma minimizando desperdícios e estabelecendo ações
que visam um equilíbrio entre o meio ambiente, economia, sociedade e a politica.
Na próxima postagem estarei inserindo algumas tecnologias que como Gestor Ambiental julgo imprescindíveis para o desenvolvimento sustentável de um Município.
Aproveitando
a época de campanha eleitoral pretendo trazer a esse Blog nesse período, algumas necessidades
básicas, que o ser humano precisa, para ter uma vida saudável assim como também
trarei o problema do saneamento básico e
suas consequências para a população em especial a de Cabo Frio.
Mas o que é saneamento básico?
Saneamento
básico é um conjunto de procedimentos adotados que visa proporcionar uma
situação higiênica saudável para os habitantes, o leitor já percebeu que o
problema é sério, pois se voltarmos nosso raciocínio para a condição em que se
encontra a higiene em nosso município, podemos entender que muita coisa precisa
mudar, ou melhor, muito do que se prometeu muito pouco se cumpriu. Com isso vemos a
desigualdade com relação a distribuição de água tratada como é o caso hoje de
algumas comunidades e o segundo distrito, pois se já não existe água tratada,
imaginem se existiria tratamento de esgotos?Coleta e destinação correta de resíduos
piorou, e os resultados estão ai amostra para todos verem, porem muita gente
não mostra.
A sequencia de fotos abaixo não nos trazem uma ideia de higiene conforme a definição de saneamento básico e descrito a cima
Esgoto a céu aberto no recanto das dunas
Pois é começamos bem em se tratando de esgoto sabemos que a cidade de Cabo Frio deposita em sua grande maioria o esgoto In Natura na laguna de Araruama, exatamente devido o tal esgoto a tempo seco que todos nos já conhecemos
Para não dizer que estarei somente mostrando aqui o assunto esgoto vamos mudar um pouco e tratar do assunto resíduos sólidos
Condição inadequada de transporte de resíduos
A foto diz tudo
A sequencia de imagens abaixo é do Manoel Correia
Estive pessoalmente vendo a situação
Na ausência de educação ambiental e de uma coleta de resíduos de forma adequada,
não poderíamos ter outra situação.
Como pudemos ver o planejamento relacionado a resíduos sólidos não atendem as condições de saneamento básico e observem caros leitores, que não ao fatos isolados
Recanto das Dunas maio de 2012
É tanto lixo que parece montagem
Só para
se ter uma idéia entre os procedimentos do saneamento básico, podemos citar;
tratamento de água, canalização e tratamento de esgotos, limpeza pública de
ruas e avenidas, coleta e tratamento de resíduos orgânicos (em aterros
sanitários regularizados) e matérias (através da reciclagem), esses são alguns dos
procedimentos muitos deveriam atentar na hora de fazer o tão badalado programa
de governo.
Eu
sinceramente tenho andando por Cabo Frio, e vejo ainda valas negras, locais
onde não existe água tratada, e pasmem os senhores, não precisa ir muito longe
para ver isso, o insuportável e ultrapassado esgoto a tempo seco esta em todos
os lugares e quem paga por isso é a lagoa e na outra ponta a população, “acho
que alguns políticos e governantes, acham que eles tem o poder sobre a
natureza, ou acreditam que nunca vão precisar dela, por isso devolvem ao meio
ambiente qualquer coisa”.
Vegetação se mistura com restos de moveis, sacos plásticos
Para quem não sabe esse é um indicador de dutos conduzindo gás Liquefeito
Aqui grande quantidade de resíduos de construção civil
espero que ninguém precise utilizar a calçada
O
incrível é que com os problemas de má distribuição de água tratada, lançamentos
de esgoto in natura nos corpos hídricos, levam o município a dispor de muito
mais recursos com a saúde, muito mais do que deveria, e olha que os hospitais
públicos da região quando não estão fechados, estão funcionando em condições precárias.
Estive em Tamoios só esse mês de setembro foram duas vezes
e não vi essa água que foi prometida, vamos aguardar.
Os problemas
de saneamento básico assolam boa parte do mundo, principalmente, os
subdesenvolvidos, onde a falta de tratamento de esgotos a ausência de
tratamento de águas e a disposição final de resíduos, são os grandes
responsáveis por números absurdos relacionados principalmente a mortandade
anual de crianças.
A preocupação aumenta na medida em que alguns
governantes que não conseguem resolver esses problemas, e ainda por cima
permitem que vários impactos ambientais aconteçam sem sequem tomar qualquer
providencia, se aqui formos relacionar a quantidade de equívocos e
irregularidades existentes as margens da lagoa e em áreas de proteção,
levaríamos alguns dias tentando aqui descrevê-las.
Aqui se
leva mais tempo para se obter uma outorga para levar água com qualidade potável
milhares de pessoas, do que para se licenciar um mega empreendimento, vai
entender isso............
Aproveito para inserir essa entrevista que concedi ao Jornalista Cesar Pinho
que se refere a água em Tamoios
Pior
que isso ainda pode ser a existência de danos irreparáveis na medida em que
buscam alternativas para suprir a falta de água doce, ou seja, a existência de tecnologias,
alternativas para extração de água como, por exemplo, a busca pelos mananciais
subterrâneos, isso pode gerar um grave problema futuro que seria a extração
predatória de água desses mananciais podendo pode vir a causar a contaminações
dessas fontes e a perda das mesmas de uma forma definitiva, assim como também
não podemos deixar de destacar que atividades industriais e/ou agrícolas,
também contribuem para uma contaminação seja dos mananciais de superfície como
os subterrâneos.
Num
resumo podemos observar que serviços que deveriam ser básicos, tais como
abastecimento de água; coleta e tratamento dos esgotos; disposição adequada dos
resíduos sólidos; drenagem urbana; controles dos vetores são feitos numa grande
maioria de forma inadequada e mal distribuída.
Coleta irregular de resíduos
Sendo
assim como podemos alcançar um desenvolvimento sustentável, quando existem
pessoas morrendo de fome, sede, bebendo água contaminada, lançando esgotos in
natura nos corpos hídricos destinando resíduos (lixo) a céu aberto.
Na
verdade os dados são alarmantes e precisam urgentemente de uma política pratica
e eficaz de combate a desigualdade social na região, a introdução de um
saneamento básico efetivo, para tentar tornar o desenvolvimento sustentável
seria a principal. Vale ressaltar que para alguns bairros a palavra
desenvolvimento sequer existe que dirá desenvolvimento sustentável, haja vista
tamanha pobreza e abandono os quais eles estão expostos.
Hoje a cidade
carrega uma grande carga na questão saúde, esse problema pode ser agravado,
quando da liberação de grandes empreendimentos sem um mínimo estudo necessário,
visando possíveis impactos futuros, por exemplo, se o empreendimento é de
grande porte, também será de grande porte a quantidade de pessoas que vão
trabalhar nele, mas será que todas possuem uma casa, ou vão morar em uma
pousada ou num apart-hotel, em caso negativo é necessário que o leitor faça a
seguinte pergunta.
Onde
elas irão morar? Ou quem sabe onde elas vão ficar quando acabar a obra?
Para
suprir essas necessidades, lugares serão criados sem nenhuma infra estrutura,
ou alguém tem duvida disso?
Por isso
caros leitores, é que falo tanto de Estudo de impacto ambiental (EIA), e parece
que isso passa invisível aos olhos de que licencia esses empreendimentos.
O
Governo em sua pouca ousadia é um grande culpado pelo não investimento em áreas
importantíssimas como o saneamento básico, em que pessoas são forçadas a viver
com uma vida precária, e como vimos, onde sua saúde corre risco. Como vimos o
saneamento é fundamental para nossa qualidade de vida, amigos a coisa de maior
relevância para a nossa sobrevivência cientificamente comprovado e a água, pois
sem água sem vida. Preservar água e também uma forma de se desenvolver uma
cidade de maneira sustentável, pois o desenvolvimento sustentável so terá
fundamento se for praticado na presença do ser humano, pois preservamos o
planeta para nos mesmos para nos mesmos.
Se
quiserem saber qual e a importância da água para o ser humano, acompanhem os
telejornais e vejam as explorações interplanetárias, qual é o primeiro elemento
que eles procuram para saber se existe vida? Acertou quem disse ÁGUA.
Fica a
sugestão de que analisemos todas as propostas de governos e vejamos quais as
que realmente se preocupam com a real melhoria da qualidade de vida da
população, qual a que esta voltada pra o meio ambiente, qual esta preocupada em
levar água de qualidade a população, assim como também transformar a palavra
esgoto in natura em efluente tratado.
Sim
amigos precisamos ver isso agora, pois e
inadmissível uma população tendo que comprar água de carro pipa ou buscando
água em longas distancias para matar a sede ou suprir suas necessidades básicas.
Como
sempre eu procuro validar as informações então vão ver o que diz a Política Nacional de Recursos Hídricos
Lei nº 9.433, de 8 de janeiro de 1997.
Em
seu Art.
1º A Política Nacional de Recursos Hídricos baseia-se nos seguintes
fundamentos:
I - a água é um bem de domínio público;
II - a água é um recurso natural
limitado, dotado de valor econômico;
III - em situações de escassez, o uso
prioritário dos recursos hídricos é o consumo humano e a dessedentação de
animais;
Será
que o que temos visto realmente no caso de Cabo Frio e o Art. 1º Parágrafos I e
III, acontecerem na vida das pessoas?
No
mesmo Art. 1º parágrafo VI - a gestão dos recursos hídricos deve ser
descentralizada e contar com a participação do Poder Público, dos usuários e
das comunidades.
É realmente
isso que se vê, ou durante todo esse tempo vemos a população de alguns bairros
e do segundo distrito desesperada por água potável, enquanto o poder publico
não se manifesta com nenhuma ação junto ao fornecedor privado e/ou
reivindicando do órgão ambiental que o processo de licenciamento seja mais
célere, pois quem tem cede não pode esperar.